Presidente angolano nega a existência de xenofobia em Angola

Luanda - Le Président de la République, João Lourenço, a démenti ce mardi l'existence d'actes de xénophobie en Angola et jugé "sans fondement et irréaliste" les craintes qui pointent vers l'émergence d'une campagne dans ce sens.

"Tolérer le racisme et la xénophobie serait nier notre propre histoire", a déclaré le chef de l'Etat, s'exprimant aujourd'hui à l'ouverture du Conseil des ministres.

Le débat porte sur les déclarations publiques sur la double nationalité de certains dirigeants de partis politiques et sur la probabilité qu'ils aspirent à se présenter à l’élection présidentielle.
Le chef de l'État a clairement indiqué que pour l'Angola, qui a subi des pertes humaines et d'infrastructures importantes, pour son engagement dans la lutte contre le régime raciste et ségrégationniste en Afrique du Sud («apartheid»), ce ne serait pas réaliste et crédible de parler d’un plan visant à encourager le racisme et la xénophobie.

Selon João Lourenço, l'Etat est attentif et ne voit pas, pour le moment, de signes inquiétants de xénophobie, mais si cela arrivait, "il serait certainement combattu et remédié immédiatement".

D’après le chef de l’État, le débat autour de ce faux problème vise à encourager la division entre les Angolais.

Vandalisme

Sur cette question, le chef du pouvoir exécutif a déclaré qu'il était évident que les autorités compétentes redoubleraient d'efforts pour lutter contre ce nouveau type de criminalité, avec une tendance à se généraliser en Angola.

Le Président João Lourenço a déclaré qu'il avait noté avec préoccupation la profanation des symboles nationaux et des monuments de personnages historiques, ainsi que la destruction, le vol et la vandalisme de biens publics.

Parmi les biens, le Chef de l'Etat a évoqué les logements, sous-stations électriques, postes de transformation, écoles, unités hospitalières et autres infrastructures, qui existent pour desservir les populations, dont les travaux sont coûteux pour l'Etat.

Il condamne et considère ces pratiques comme criminelles, commises, presque toujours, par des jeunes avides du gain facile, et qui ne se soucient pas des dommages causés aux communautés (...).

Appel aux jeunes et aux bonnes pratiques

Dans son discours, João Lourenço a souligné qu'en général, les jeunes ne détruisent pas, ils construisent, car "les jeunes ont construit notre indépendance, ils ont construit la paix et la réconciliation nationale, ils reconstruisent aujourd'hui les infrastructures du pays, ils construisent le présent et l'avenir de l'Angola ".

L'homme d'État angolais a appelé les jeunes à ne pas se laisser influencer par de mauvais conseils, des mauvaises compagnies et à ne pas devenir célèbre par le négatif, par la pratique d'actes qui n’honorent pas la jeunesse angolaise dont le pays est si fier.

Source  :   

https://www.angop.ao/fr/noticias/politica/pr-desmente-existencia-de-actos-de-xenofobia-em-angola/

Mis à jour le  :   

3/3/2021

Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, desmentiu esta terça-feira a existência de actos de xenofobia em Angola e considerou "infundados e irrealistas" os receios que apontam para o surgimento de uma campanha nessa direcção.

"Tolerar o racismo e a xenofobia seria negar a nossa própria História", afirmou o Chefe de Estado ao intervir  hoje na abertura da reunião do Conselho de Ministros.

O debate surge a propósito de pronunciamentos públicos à volta da dupla nacionalidade de alguns dirigentes de partidos políticos e a probabilidade de os mesmos aspirarem concorrer ao cargo de Presidente da República.

O Chefe de Estado deixou claro que para Angola, que pagou um preço muito alto com a perda de vidas humanas e infra-estruturas, pelo seu empenho na luta contra o regime racista e segregacionista da África do Sul (“apartheid”), não é realista e credível falar-se de algum plano de incitamento ao racismo e à xenofobia.

"O Estado está atento, não vê sinais preocupantes, mas se eventualmente surgirem, concerteza que serão combatidos e sanados imediatamente", alertou João Lourenço, para quem o debate à volta deste falso problema visa fomentar a divisão entre os angolanos.

Vandalização de bens públicos

Sobre esta questão, o Titular do Poder Executivo disse ser vidente que às autoridades competentes vão redobrar os esforços no combate a este novo tipo de crime, com tendência a se generalizar em Angola.

O Presidente João Lourenço disse constatar com preocupação a profanação dos símbolos nacionais e de monumentos de figuras históricas, bem como a destruição, roubo e vandalização de bens públicos.

Entre os bens, destacou habitações, sub-estações eléctricas, postos de transformação de electricidade, escolas, unidades hospitalares e outras infra-estruturas, que existem para servir as populações, e cujos custos de construção foram onerosos ao Estado.

Reprovou e considerou criminosa esta prática, desenvolvida, quase sempre, por jovens com "ganância pelo lucro fácil", e que não se importam com os danos causados às comunidades  (…).

Apelo aos jovens e às boas práticas

Na intervenção, João Lourenço sublinhou que no geral, os jovens não destroem, os jovens constroem, pois "construíram a nossa Independência, construíram a paz e a reconciliação nacional, estão hoje a reconstruir as infra-estruturas do país, a construir o presente e o futuro de Angola".

Apelou aos jovens a não se deixarem levar por maus conselhos, más companhias e a não se tornarem famosos pela negativa, pela prática de actos que em nada dignificam a juventude angolana de quem tanto o país se orgulha.

Fonte  :   

https://www.angop.ao/noticias/politica/pr-desmente-existencia-de-actos-de-xenofobia-em-angola/

Atualizado  :   

3/3/2021

Conselhos de Leitura

"Poemas de Angola"
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"Não é preciso ter sucesso para ser empreendedor, não é preciso ser empreendedor para ser bem sucedido."
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