Angola toma medidas seguras para enfrentar os desafios astronáuticos

Luanda - Soixante ans après que Youri Gagarin ait effectué le premier vol spatial, pendant 108 minutes, l'Angola s'allie à la dynamique technologique et démontre des «pas fermes» dans le monde de la cosmonautique, bien que toujours de manière timide, se lançant dans la course spatiale Angosat2, qui entrera en orbite en 2022.

Conscient de la complexité et des avantages qui en découlent, l'Angola s'est engagé dans la formation de techniciens pour le secteur, au plus haut niveau, et dans la construction d'infrastructures, mettant l'accent sur deux «stations terriennes»: l'une en Russie et l’autre à Funda - ici dans le pays, sous la tutelle du Bureau de gestion du Programme spatial national (GGPEN).

L'objectif est de préparer les conditions techniques et humaines à «l'autonomie technologique», dans la gestion et le suivi de ces équipements et de l'Angosat-2, qui est en cours de construction pour remplacer Angosat-1. Il est à 50% de sa conception et on s'attend à ce qu'il soit mis en orbite d'ici 2022.

La construction est une conséquence du protocole complémentaire entre l'Angola et la Fédération de la Russie au contrat de fabrication de l'Angosat-1, lancé en décembre 2017, mais qui a ensuite été perdu dans l'espace, une situation normale et bien digérée par l'Angola, qui se consacre à la «Coexistence spatiale » directe.

L’Angosat-1, un investissement de l'État angolais de 320 millions de dollars américains (269,6 millions d'euros), a été lancé le 26 décembre 2017. Le contrat prévoyait, en cas d'impossibilité d'être mis en orbite, l'obligation de l'autre partie de refaire les services, comme ça se fait.

Et, en attendant la construction du nouveau satellite, la contrepartie compense la panne et atténue les pertes plus importantes, avec la disponibilité du signal d'un satellite russe pour l'Angola, qui voit de plus près la réalisation d'une solution technologique qui dynamisera le développement et croissance économique du pays.

Cependant, en cette année qui se célèbre le 60ème anniversaire de l'Aviation et de la Cosmonautique, les autorités angolaises améliorent les détails techniques pour mieux faire face à la complexité de la cosmonautique et de la «communication spatiale», via un satellite indépendant, avec une couverture transcontinentale.

O AngoSat-1 foi o primeiro satélite de comunicações de Angola, cujo contrato foi assinado pelas partes russas e angolanas no ano de 2009. Nos anos seguintes, ambas as partes realizaram um trabalho em conjunto para organizar o financiamento do projeto, que tornou possível proceder à sua aplicação prática.

L’AngoSat-1 a été le premier satellite de communication d’Angola, dont le contrat a été signé par les parties russe et angolaise en 2009. Dans les années suivantes, les deux parties ont travaillé ensemble pour organiser le financement du projet, ce qui a permis de procéder à son application pratique.

En effet, les travaux sur le satellite ont commencé fin 2012, après avoir été lancé «avec succès» dans l'espace le 26 décembre 2017, à 19h00, au moyen d'un véhicule Zenit-3F / Fregat-SB, depuis le cosmodrome de Baïkonour au Kazakhstan, avec une perte de contact primaire dès son entrée en orbite.

Cependant, les communications ont été récupérées et bientôt perdues à nouveau, jusqu'à aujourd'hui, 12 avril, date à laquelle est célébrée la Journée internationale de l'aviation et de la cosmonautique, établie par la Fédération internationale de l'aviation, en 1961, à l'occasion du premier vol spatial, effectué par Yuri Gagarin, pendant 108 minutes.

L’AngoSat-1 était équipé de seize (16) répéteurs de bande C et de six autres de la bande Ku, pour fournir des services de télécommunications à l'Angola, et sa couverture du signal de réception dans la bande C pourrait affecter l'ensemble de l'Afrique et une partie de l'Europe.

Le transpondeur est un dispositif de communication électronique complémentaire pour l'automatisation, dont le but est de recevoir, d'amplifier et de retransmettre un signal à une fréquence différente ou d'émettre un message prédéterminé en réponse à un autre prédéfini «d'une autre source».

Source  :   

https://www.angop.ao/fr/noticias/economia/angola-da-passos-seguros-para-desafios-da-cosmonautica/

Mis à jour le  :   

12/4/2021

Luanda – Sessenta anos depois de Yuri Gagarin ter realizado o primeiro voo espacial, durante 108 minutos, Angola revela-se firme tecnologicamente e alia-se à dinámica do mundo cosmonáutico, embora ainda de forma tímida, lançando-se na corrida espacial com o Angosat2, que entrará em órbita em 2022.

Atenta à complexidade e às vantagens daí advindas, Angola está apostada na formação de técnicos para o sector, ao mais alto nível, e na edificação de infra-estruturas, com realce para duas “estações terrenas”: uma na Rússia e outra na Funda – cá no país, sob tutela do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN).

O objectivo é preparar as condições técnicas e humanas para a “autonomia tecnológica”, na gestão e monitoramento desses equipamentos e do Angosat-2, que está a ser construído em substituição do Angosat-1. Este encontra-se a 50 por cento da sua concepção e espera-se que até 2022 seja lançado em órbita.

A construção é consequência do protocolo complementar entre Angola e a Federação Russa ao contrato de fabricação do Angosat-1, lançado em Dezembro de 2017, mas que depois se perdeu no espaço, uma situação normal e devidamente digerida por Angola, que se esmera para “convívio espacial” directo.

O Angosat-1, um investimento do Estado angolano de 320 milhões de dólares (269,6 milhões de euros), foi lançado a 26 de Dezembro de 2017. O contrato previa, no caso da impossibilidade da sua colocação em órbita, a obrigação de a outra parte repor os serviços, como está a ser feito.  

E, enquanto se espera pela construção do novo satélite, a contra parte está a compensar a falha e a atenuar prejuizos maiores, com a disponibilização do sinal de um satélite russo para Angola, que vê mais próximo o concretizar de uma solução tecnológica que impulsionará o desenvolvimento e crescimento económico do país.

Entretanto, neste ano em que se comemora o 60º aniversáio da Aviação e Cosmonáutica, as autoridades angolanas aprimoram os detalhes técnicos para melhor lidar com a complexidade da cosmonáutica e a “comunicação espacial”, por via de um satélite independente, com a abrangência transcontinental.

O AngoSat-1 foi o primeiro satélite de comunicações de Angola, cujo contrato foi assinado pelas partes russas e angolanas no ano de 2009. Nos anos seguintes, ambas as partes realizaram um trabalho em conjunto para organizar o financiamento do projeto, que tornou possível proceder à sua aplicação prática.

Efectivamente, o trabalho sobre o satélite começou no final de 2012, vindo a ser lançado “com sucesso” ao espaço no dia 26 de dezembro de 2017, às 19:00, por meio de um veículo Zenit-3F/Fregat-SB, a partir do Cosmódromo de Baiknour, no Cazaquistão, com uma perda primária de contacto tão logo que entrou em órbita.

Contudo, as comunicações foram recuperadas e logo perdidas novamente, até hoje, 12 de Abril, data em que se comemora o Dia Internacional da Aviação e Cosmonáutica, estatuída pela Federação Internacional da Aviação, no ano de 1961, por ocasião do primeiro voo espacial, realizado por Yuri Gagarin, durante 108 minutos.

O AngoSat-1 era equipado com dezasseis (16) “transponders” de Banda C e outros seis de Banda Ku, para fornecer serviços de telecomunicações para Angola, podendo a sua abrangência de cobertura do sinal de receção na banda C deste, afetar toda África e parte da Europa.

O transponder é um dispositivo de comunicação eletrônico complementar de automação, e cujo objectivo é receber, amplificar e retransmitir um sinal em uma frequência diferente ou transmitir de uma fonte uma mensagem pré-determinada em resposta à outra pré-definida “de outra fonte”.

O “único” homem espacial

Em 1960 Gagarin foi um dos 20 pilotos selecionados, após rigorosos testes físicos e psicológicos, para o então programa espacial soviético, e acabou por ser escolhido para ser o primeiro a ir ao espaço, pelo seu excelente desempenho no treinamento e sua origem camponesa –  que contava pontos no sistema comunista.

A sua personalidade definida como magnética e esfuziante e, principalmente, as suas características físicas facilitaram também a escolha do jovem de 1,57 m de altura e 69 kg – já que a nave programada para a viagem pioneira em órbita, a espaçonave Vostok (que em russo significa "Oriente"), tinha um espaço mínimo para o piloto.

Com apenas 27 anos de idade, Iuri Gagarin tornou-se o primeiro ser humano a ir ao espaço, a bordo da nave "Vostok 1" na qual deu uma volta completa em órbita ao redor do planeta, durante 106 minutos, a uma altura de 315 km, num voo totalmente automatizado, com uma velocidade aproximada de 28 000 km/h.

Às nove horas e sete minutos da manhã (horário de Moscovos, capital da Federação Russa) do dia 12 de Abril de 1961, a cápsula com o foguete “Soyuz-R-7″ foi lançada de uma plataforma em Baikonur, no Cazaquistão, para a efectivação desse marco, que levou Gagarin a receber a medalha da Oredem de Lenin.

Dada a relevância da história, a Rússia construiu o Centro de Cosmonáutica e Aviação, é um dos principais museus localizados no interior do lendário Parque VDNKh, em Moscovo, e um dos maiores do estilo no mundo, com um atracção interessantíssima na capital russa, um postal turístico mundial.

Está localizado no prédio histórico chamado "Cosmos" e conta com centenas de objetos em exposição, como satélites, estações espaciais, foguetes, veículos de exploração e muito mais. O museu conta também com um cinema 5D e um robô, na entrada da sala, como autêntica réplica do FEDOR.

FEDOR foi um “robô inteligente artificial” que já foi enviado ao espaço e operado no sistema de avatar, sendo controlado por um exoesqueleto.

No Centro de Cosmonáutica e Aviação também há simuladores de cabines espaciais, onde o visitante pode cumprir uma missão imaginária na lua, levando com que a maioria dos visitantes entrem de manhã e acabam por sair apenas à noite, discrevendo o mundo espacial como “incrível”!

Fonte  :   

https://www.angop.ao/noticias/economia/angola-da-passos-seguros-para-desafios-da-cosmonautica/

Atualizado  :   

12/4/2021

Conselhos de Leitura

"Poemas de Angola"
Agostinho Neto

Angola na Música

Citação

"Não é preciso ter sucesso para ser empreendedor, não é preciso ser empreendedor para ser bem sucedido."
O Duque de Orange

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